Eu sempre quis entrar no almoxarifado da minha escola!
As 'tias da limpeza' entravam e saíam de lá... parecia um pouco escuro... especulávamos "o que tá guardado lá dentro?"... e certas vezes algumas pessoas diferentes, como a diretora da escola, entravam lá também.
Em meio à poeira e ao cheiro que saíam daquela sala, e eu com meus 7, 8 anos de idade, suprir a minha criatividade tornou-se a criação de um almoxarifado na minha cabeça. Um assim, bem cor de azul. :)
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Subitamente, de susto, ontem, reencontrei o meu almoxarifado, o cheiro da minha poeira, e o que pude fazer foi chorar. Ver aquela mesma cor, a cor do entardecer do céu na infância - porque hoje as cores são diferentes - , na época em que eu disputava corrida de bicicleta com o céu rosazul, temendo que ele escurecesse. De repente saí da chácara e fui pra casa, indo tomar banho, voltando da casa de uma amiga, cheirando ao preto da sola dos meus pés, com a barriga roncando, desejando sentir o cheirinho do pão-queijo da padaria. Enquanto isso, assistir Chiquititas e tomar Toddynho. Tudo ao mesmo tempo.
"mããe! faz cafuné em mim depois?"
"filha... mamãe tá com dor de cabeça, mas na hora da novela eu faço, tá?"
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Era assim e continua sendo.
Driblando o tempo!